Crônicas

19 set 2014

Um pote até aqui…sem mágoa!

Post por VeronicaCobas às 07:08 em Crônicas, Verônica Cobas

Faz uns dias uma amiga capricorniana assim como eu perguntou se eu era rancorosa. Vai daqui um parênteses: não tenho conhecimento algum sobre astrologia, não posso admitir uma credulidade absoluta em relação à análise das pessoas por conta de seus signos, mas aceito, admito e realizo que pessoas, embora completamente diferentes, naveguem em algumas áreas comuns no terreno do sentimento e do comportamento. Sim, acho que o rancor é uma característica meio que comum aos capricornianos. Mas disse a ela e aqui repito que a vida, os anos, os tombos e os joelhos ralados, vão nos permitindo crescer para reduzir a doses homeopáticas o rancor que pinga em nós. Confesso que ainda tenho episódios de bronca individual que demoram algumas horas para serem diluídas no tonel dos bons acontecimentos. Bom..essa é a minha técnica. Jogo no balde das coisas que me deixam felizes e o rancor se afoga.

Pensando bem, acho que muita gente de outros signos também carregue sentimentos parecidos, talvez com outros nomes.… Leia Mais...

05 set 2014

Sem medo e desejo de saber do futuro

Post por VeronicaCobas às 08:19 em Crônicas, Verônica Cobas

Eu já não tenho mais medo de saber do futuro porque, enfim, entendi que não há futuro que não seja aquele que estamos construindo agora. E ao perder o medo, esqueci em algum lugar e nunca mais achei e nem procurei o desejo de saber do futuro. Respeito a imponderabilidade dos fatos, das pessoas que cruzam a minha frente com suas histórias e desejos, dos acontecimentos fortuitos, mas tudo isso é apenas parte e não a razão do futuro que me espera, que nos espera.

Não quero desempregar ou tornar desimportantes os videntes, cartomantes, magos, leitores das estrelas ou da borra de café, mas é que para mim já não dá, já não serve. Se antes eu tinha medo de experimentar – embora já o tenha experimentado uma vez e reafirmado o medo imenso que sempre senti da experiência – hoje eu não tenho vontade, eu não tenho sequer curiosidade.

Claro que nada como o tempo e a construção da maturidade para que a serenidade se impõa sobre as certezas, tirando destas o poder de dirigir os passos de nossas vidas.… Leia Mais...

29 ago 2014

Tecendo as linhas de nossa história

Post por VeronicaCobas às 07:46 em Crônicas, Verônica Cobas

Por que nos sentimos tão bem voltando para a casa? Retornando para aquele lugar que pode ser do tamanho que for, pode ter a dimensão de um quarto, mas que é a expressão da experiência do aconchego morno, do ninho aquecido pelo carinho de mãe. Por que desejamos tanto a vivência aventureira, a sensação da liberdade de partir,o afã de um mundo novo que se descortina ali na frente, após a curva, mas que carrega em si uma história que só se completa quando chega o dia de voltar?

Gosto mesmo de pensar que somos todos tecelões de histórias e voltar para casa significa mergulhar no enredado das linhas que aninham nosso corpo e alma. Ali somos felizes – embora sejamos também felizes em outros lugares – porque não tateamos na incerteza do que vem pela frente. Conhecemos móveis, posições, frestas, cores e cheiros. As linhas tecidas, os caminhos traçados no risco das histórias que ali vivemos nos permitem saber onde e como pisar, quando e a hora de recuar, não somos piratas ou conquistadores, somos apenas marujos de um mar e de um barco que é só nosso.… Leia Mais...

15 ago 2014

“Que gente é essa?!”

Post por VeronicaCobas às 08:35 em Crônicas, Verônica Cobas

Toda vez que eu consigo realizar em mim a compreensão sobre o quanto somos todos diferentes e, diante disso, não me espantar, não achar exótico, não ficar constrangida, não ter vergonha, não ter medo nem incômodo, experimento a sensação boa de enfrentar e vencer o dragão do preconceito. Sim, como todos nós, inúmeras vezes desço esse degrau e me percebo vivenciando a incompreensão sobre a diversidade, mesmo que à luz de expressões como “mas isso não é normal..não é bom..não está certo”.

Mas, e além do código de leis – que tantas vezes interpretamos como errado – e de um certo guia de orientação sobre valores, que aprendemos em nosso universo familiar ou no entorno da vida onde cruzamos infância e adolescência, o que é que é certo? O que é o normal? O que é o bom? Sei lá, quando muito sei aquilo que não me faz bem, sei daquilo que minha linha ética não me permite fazer, sei daquilo que me faz sofrer, sei daquilo que tem gosto ruim.… Leia Mais...

01 ago 2014

Nós e a fauna exótica

Post por VeronicaCobas às 07:36 em Crônicas, Verônica Cobas

Trabalhei numa editora de projetos editoriais científicos durante muitos anos e o meu chefe por lá sempre repetia do prazer em ter o que ele classificava de uma vida espartana. Meio que baseada assim no conceito dos homens da cidade-estado de Esparta, na Grécia Antiga, quase todos soldados, forjados na disciplina, em normas rígidas, onde o objetivo era a luta e a vitória. Aos espartanos confrontava-se o estilo ateniense. Na outra cidade-estado, Atenas, resplandecia a cultura, as artes, a filosofia. Atenas era o berço de Tales de Mileto, Sócrates, Platão e Aristóteles. Pois o meu chefe batia no peito para dizer que era espartano, na vida, nos hábitos, na alimentação. Não cometia excessos, comia frugalmente. No café da manhã, apenas frutas; no almoço, pequenas porções. Era rico, bastante rico, mas os ternos mandava cerzir até que o colarinho não se sustentasse mais. Colocava meia sola no sapato e economiza até moedas.… Leia Mais...