Crônicas

19 dez 2014

E o final de ano chegou…

Post por VeronicaCobas às 06:58 em Crônicas, Verônica Cobas

Chega o final do ano e é inevitável o momento de avaliar como foram os 365 dias vividos. Como somos auto-protetores, certamente jogaremos alguns acontecimentos na gaveta do fundo do armário para nem lembrar, mas sempre haverá aquele momento em que, para fazer bem ou para fazer mal, vamos realizar o que aconteceu e falar …pra si mesmo, para o companheiro/a mais próximo, para os amigos mais queridos, naquele dia da confraternização em que o álcool além da conta permite a liberdade consentida de deixar vazar o que foi bom e o que não foi bom também.

Minha amiga Karla sempre diz para mim que tudo é bom e nós sempre batemos na mesma tecla da discussão semântica. Eu não acho que tudo é bom, o que não quer dizer que reconheça que, tantas vezes, os acontecimentos ruins nos permitem repensar, reconstruir, fazer tudo de novo ou mudar completamente. E isso sim é sempre bom.  … Leia Mais...

12 dez 2014

O bom é aprender e deixar viver

Post por VeronicaCobas às 06:56 em Crônicas, Verônica Cobas

Das dicotomias humanas, a mais crucial é a eterna impermanência entre sermos assim do jeito que somos – absolutamente individualistas – e dependermos tão visceralmente do afeto dos outros. Saímos do ninho quente e amniótico do ventre da mãe e esta será sempre a melhor e mais forte expressão daquilo que buscamos como conforto, por mais que vivamos em um mundo tantas vezes só nosso, por mais que busquemos alguém ou muitos alguém que existam apenas para ver-nos com os olhos que nos mesmos nos vemos, assim do jeito protetor, vitimizado, forte, poderoso, frágil, equilibrado e insano com o qual nos olhamos e sobre o qual, por mais que eventualmente nos culpemos, permanentemente nos perdoamos.

Crescemos, amadurecemos, mas não conseguimos aprender a ver o mundo sem os antolhos desse universo paralelo que criamos no nosso entorno e no qual somos os imperadores, soberanos de um reino não necessariamente despótico, mas onde as decisões, as escolhas, os prazeres, os saberes e as vontade são só nossos.… Leia Mais...

11 dez 2014

Duda faz 5!

Post por Lucia Laureano às 00:30 em Crônicas, Festas, Lucia Laureano

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Hoje o dia é dela, a pequena sapeca que chegou para inundar os nossos corações de cor de rosa e completar a nossa família.

Não sei se já contei aqui, mas sempre quis ser mãe de menina. Quando fiquei gravida do Gui e descobri que um meninão habitava o meu corpo, precisei de um tempinho para me adaptar a informação, afinal até aquele dia eu nunca havia cogitado ser mãe de menino. Hoje sei o quanto é bom ser mãe de menino e o quanto isso me fez entender os homens e o motivo pelo qual nos apaixonamos por eles. E confesso, sou total e absolutamente derretida por este moreno sedutor!

Logo depois, pouco antes do meu menino de chocolate completar 2 anos, lá estava eu gravida novamente. Desta vez sem muita programação, mas com a certeza que o limite entre o fim da amamentação e gestação foi uma linha tênue pra mim.… Leia Mais...

05 dez 2014

Para os que lembram dos seus sonhos

Post por VeronicaCobas às 06:41 em Crônicas, Verônica Cobas

Raramente lembro dos sonhos que tenho. E quando lembro é porque me assustam e me fazem acordar. Admiro pessoas que contam sonhos com detalhes, como se fossem atos de um espetáculo teatral ou capítulos de um livro. Admiro mais ainda aquelas que relatam de sonhos que são retomados após o despertar e o retorno ao sono, algo assim como uma novela de TV, cujo climax é interrompido por um anúncio, mas que a ele retorna para terminar uma história.

Devo ter uma fraqueza criativa para criar histórias, uma falta de talento para permitir que os sonhos – que tenho, é claro – se transformem em relatos, em lembranças, em permissões pessoais. Ou então é uma problema de repressão ao delírio, de crivo tão rigoroso sobre o meu inconsciente que não libero os acontecimentos para ninguém. Algo assim como um astro da música que não permite a publicação de sua biografia, a não ser que seja escrito pelo próprio.… Leia Mais...

28 nov 2014

Os guetos me assustam

Post por VeronicaCobas às 06:49 em Crônicas, Verônica Cobas

Ouço minha amiga contar das histórias de seu grupo de formação de yoga, dos propósitos, da aura boa que inspira alguém acreditar que a prática séria e disciplinada o fará ser, como apregoa a técnica, a felicidade que tanto busca. Sim, eu também gosto de yoga e acredito nos benefícios físicos e mentais da terapia. Mas o que mais chama a minha atenção é que os relatos são também repletos do mundanismo  e do humanismo que cerca a todos, independentemente de suas escolhas e, em especial, do quanto cada um investe ou acredite estar purificando sua alma pagã. Porque é claro que há entre os que creem ou exercitem as técnicas terapêuticas orientais, e cujo objetivo é também o equilíbrio físico e mental, uma sensação de que caminham na frente dos que não reconhecem os efeitos o caminho de integração, ou seja, o ato de se tornar inteiro, completo.

Mas as histórias que minha amiga relata são tão comuns, falam de vaidade, egos exacerbados, competição; contam de inveja, ciúme, incapacidade de olhar a vida e as pessoas ao redor pelos olhos dos demais e não apenas pelos nossos próprios olhos repletos do mundanismo que nos cerca também.… Leia Mais...