Crônicas

29 jan. 2016

Tempo não é dinheiro, é vida!

Post por VeronicaCobas às 10:59 em Crônicas, Verônica Cobas

Houve uma vez um verão. Houve um inverno também. Teve um dia que nevou. O mar estava de um azul estonteante naquele dia de sol. Aconteceu numa festa da gente se divertir como nunca. Sempre gostei dos dias quentes, mas rezo para os dias frios chegarem. Tenho uma paciência inquietante e uma ansiedade serena. Quero ficar sozinha tantas vezes. Me comparo demais com as pessoas. Adoro ter gente para gostar bem de perto. Me chateio com pequenas coisas. Valorizo o silêncio e me atropelo com as palavras.

Resumindo…não há resumo e nem perfil porque não há limites. Nós somos assim. Um caleidoscópio universal do qual não se mede nada, nem mesmo o tempo de validade. Afinal, em condições naturais, a finitude vem sem que se tenha certeza alguma sobre a data, a hora, o segundo fatal que nos desliga.

Tempo é a palavra, o segredo, a chave secreta que aciona a vida e o que dela fazemos.… Leia Mais...

15 jan. 2016

A palavra sincera é o mantra de 2016

Post por VeronicaCobas às 07:37 em Crônicas, Verônica Cobas

Leio uma entrevista do técnico de futebol Muricy Ramalho, atual treinador do Flamengo, meu time de alma e coração, onde ele relata o incômodo com a forma pela qual alguns dos colegas da imprensa esportiva costumavam caracterizá-lo – e certamente permanecem fazendo, daí inclusive a razão da pergunta do repórter. Em sua longa passagem pelo São Paulo Futebol Clube,  o sistema de jogo implantado pelo técnico era chamado na imprensa paulista de Muricybol, com uma clara alusão a uma forma de jogo que, segundo os jornalistas, ele repetia de forma repetida, independentemente dos jogadores à disposição ou mesmo das necessidades de cada partida. Na entrevista, a pergunta era exatamente se ele iria repetir o que em São Paulo era chamado de Muricybol.  E a resposta do treinador mostrava clara – e no meu olhar, justa – irritação com a maneira rasa e limitada de olhar alguém, falar de alguém, como se a esse alguém não restasse mais nada, nenhuma outra característica, capacidade de mudança, percepção das  razões pelas quais somos – e somos mesmo – tantas pessoas e personalidades através da vida.… Leia Mais...

17 dez. 2015

Que o novo ano seja….

Post por VeronicaCobas às 11:20 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Então, chegamos ao final do ano. E essa cronologia numérica que marca o tempo em anos e que tantas vezes parece cruel se transforma em algo curioso e até confortável. Porque sempre precisamos de marcos, de ícones, totens, mandingas, mungangas, algo que nos serva de apoio, de estímulo, , de aconchego e até de desculpa para que nos justifiquemos conosco mesmos e com os demais. Fim de ano é um marco bem especial. Não muda nada, a gente dorme e acorda no outro ano, mas simbolicamente somos envolvidos por uma onda de revival, de retrospecto, de olhar analítico sobre aquilo que fizemos ou que vivemos nos últimos 12 meses.

Ah…tá, o povo que curte e professa a valorização do viver o “na vida  – e eu me incluo dentre estes – lembra sempre que não devemos nos preocupar com o que aconteceu, com o que ficou para trás porque, como a  própria palavra diz, está atrás e não é mais possível trazê-lo para o agora e nem para o amanhã.… Leia Mais...

27 nov. 2015

Amar é fácil. Construir relações é que é dureza!

Post por VeronicaCobas às 13:05 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Pergunto para uma das alunas da central de reforço escolar que coordeno como o irmão dela se saiu na prova final de Matemática. A resposta é direta e imediata: Sei lá, não falo com meu irmão! Fico pensando como as relações entre as pessoas são construídas no tabuleiro das múltiplas peças e que depende de cada movimento a certeza de um mínimo avanço. É claro que não há desamor quando uma irmã diz que não fala com o irmão que mora na mesma casa. Há mesmo desencontro, ou tempos diferentes de maturidade, ou portas fechadas para entender e aceitar o outro do jeito que o outro é hoje.

Penso nos meus filhos e na relação que eles tinham quando adolescentes. Era uma imensa distância, mas uma sensação de latência afetiva. Conversavam muito pouco, brigavam além da conta, se implicavam permanentemente. Parecia um oceano de distanciamento e pouco apego. Diferenças ideológicas, sociológicas, comportamentais e aleatórias.… Leia Mais...

13 nov. 2015

Viver sem julgar é mais divertido

Post por VeronicaCobas às 12:18 em Crônicas, Verônica Cobas

Você já deve ter constatado que, a princípio, somos todos juízes, promotores, advogados de defesa e membros do júri da vida da gente e de todas as outras pessoas. É como se fosse assim um grande tribunal. Afinal, uma das características humanas, moldada pela forma como construímos nossa capacidade de pensar e raciocinar, é seguir adiante observando, interpretando, comparando e julgando tudo, sejam pessoas, decisões, escolhas e até as dúvidas. E fazemos isso com a maestria de quem vê o mundo a partir de um ângulo absolutamente pessoal. Somos assim mesmo.

Só que – e isso não é uma regra, infelizmente –  o tempo, as vivências e, principalmente, alguma lucidez para evoluir para além dos limites do nosso nariz,  nos oferecem a possibilidade da clareza sobre o bem ou o mal que nos faz estar permanentemente em alerta para julgar alguém. E o quanto isso mascara a possibilidade real de entender ou construir empatia com qualquer pessoa.… Leia Mais...