Medo e aventura. Pense junto comigo: se nos fosse dada a missão de resumir em duas palavras a experiência de viver, medo e aventura resumiriam tudo. Na aventura moram os sonhos, os desejos, as decisões, as tomadas de posição, os tropeços, os embates, o amor. No medo estão os recuos, a desesperança, o preconceito, os conflitos, a tristeza, a raiva, a sensação de posse e perda, o desamor. Parece simples, mas está em aprender a se equilibrar entre o medo e a aventura que reside aqueles tênues e fugidios momentos de equilíbrio, quem sabe a tal felicidade.
Tenho muitos medos. Alguns insanos, tão loucos que sequer penso neles que é para não me assustar. Tenho medos por mim e mesmo quando tenho medo pelas pessoas que me são queridas, sei que tenho medo pelo o que essa dor pode causar em mim. Porque somos assim mesmo, solidários, solitários e militantes, a brigar por causas, por ideias e, tantas vezes, só querer ver a vida através daquilo que podemos alcançar com nossos olhos e conquistar com nossas mãos.… Leia Mais…
Comentários aleatórios e histórias que vejo por aí….
Sou daquelas que acha que as palavras chulas, os nossos populares palavrões, têm sua hora e lugar. Se eles são claramente agressivos em algumas circunstâncias, em outras são uma expressão despojada e tupiniquim, que aproxima e identifica pessoas. O palavrão tem o poder de relaxar em ambientes carregados, de criar uma sintonia entre aquela pessoa à sua frente que parecia distante e inacessível. Passei minha infância, adolescência e boa parte da idade adulta sem falar palavrões. Fui convencida a achar feio, pobre, violento e pobre. A maturidade também oferece essa boa chance de liberar as amarras. Não me transformei numa louca desbocada a soltar gritar palavrões sem controle, mas falo sim. E acho libertador, confortador, expressão tupiniquim daquilo que somos todos. Ontem, na visita anual à ginecologista, sou dona do primeiro horário da manhã e espero . por ela para mais do que 30 minutos.… Leia Mais…
Grande e boba conclusão em uma sexta-feira, às seis horas da manhã: a vida da gente é que nem uma receita. Às vezes, tudo dá certo; outras vezes, por mais que busquemos repetir o modelo, colocando os ingredientes na quantidade certa, a receita desanda, o bolo sola, a carne queima, o frango resseca. Outras vezes, até rompemos a métrica daquilo do qual já estamos cansados de fazer e experimentamos novos itens. Dá certo e dá errado quase sempre na mesma proporção. Quando dá certo é uma delícia e degustamos do prazer com a certeza de que temos a receita certa para cada ocasião. Quando dá errado, além da opção de se deixar abater pela incapacidade de produzir um resultado perfeito, sempre é possível afirmar que, na verdade, não deu errado, que o sabor está diferente mas está bom, que a ideia era realmente fazer de outra forma, experimentar novas possibilidades e alquimias.… Leia Mais…
Sergio Lucena é meu amigo há mais de uma década. Sempre gostou de escrever e o faz muito bem. Recentemente visitou a Disney e como não poderia ser diferente, fez uma crônica super divertida e instrutiva sobre os primeiros dias da viagem. Quem esteve lá vai se identificar e quem está com uma visita à terra do Mickey na lista de desejos vai se encantar ainda mais! Divirtam-se!
“Nas minhas lembranças mais remotas estava um desejo de conhecer a Disney. Naquela época, que já se conta em décadas, a imagem que tinha era de um lugar muito distante e inalcançável, que se confundia com a própria impossibilidade. Sabia que havia um castelo, uns brinquedos e uns personagens conhecidos com as cabeças enormes, o que me levava a uma grande dúvida sobre o tipo de magia que acontecia nos parques: ou o Mickey crescia ou as crianças diminuíam. Um pouco mais a frente no tempo, lembro-me de associar uma grande bola prateada à Disney.… Leia Mais…
Você já experimentou a sensação de que não pertence a esse mundo? Eu sinto várias vezes e várias vezes me pergunto se não tenho os olhos cegos sobre mim mesmo, me achando diferente e até melhor quando sou tão igual e tão desprovida de civilidade, generosidade e humanidade quanto tanta gente por aí.
Sim, eu tenho esses conflitos porque preciso entender as razões que fazem um homem violentar uma mulher, uma mãe espancar um filho, alguém tirar a vida de alguém e dizer que fez porque ama demais, um jovem de 19 anos resolver construir uma bomba para matar pessoas que ele nem conhece, ditadores sanguinários exterminarem gerações que discordam de seus comandos, jovens de classe média decidirem brincar de incendiar moradores de rua, gente que diante de um velhinho carcomido, solitário no meio da rua, a pedir esmolas para comer, se acha no direito de dizer que não vai ajudar porque ajudar significa vida fácil para alguém que podia estar trabalhando.… Leia Mais…