Crônicas

27 mar 2015

Não queremos ouvir, mas nosso corpo grita!

Post por VeronicaCobas às 08:31 em Crônicas, Verônica Cobas

Leio sobre a a terapia alternativa do Body Talk, uma técnica da medicina chinesa que tem como princípio o poder inato do homem de equilibrar e desequilibrar seus próprios corpo e mente. O objetivo do Body Talk é equilibrar o complexo corpo-mente através do fortalecimento da comunicação e sincronização entre os dois. Algo assim como lembrar ao corpo de fazer aquilo que ele sabe fazer, mas do qual se esqueceu de fazer.

A terapia, desenvolvida nos anos 90 pelo terapeuta australiano Jonh Veltheim, incorpora um conceito holístico e não é invasiva, já que se resume à escuta do corpo através do contato do terapeuta com o punho do paciente. Não tem restrição de idade e hoje é utilizada tanto para a cura de doenças físicas como para as dificuldades emocionais. A autocura é o princípio.

A terapia alternativa integra conhecimentos e práticas da dinâmica energética da Acupuntura, das filosofias da Osteopatia e da Quiropraxia, dos dados clínicos da Cinesiologia Aplicada e da visão da Física e Matemática Quânticas com a Teoria dos Sistemas Dinâmicos. … Leia Mais...

20 mar 2015

Por que queremos ser especiais?

Post por VeronicaCobas às 08:27 em Crônicas, Verônica Cobas

Escuto o que diz o jovem mestre Jonas Masseti, professor de Vedanta, sânscrito, mantras e cantos devocionais. Para quem não conhece, Vedanta é uma filosofia milenar e que deu origem ao conceito popular do autoconhecimento. Segundo os que conhecem e estudam, o Vedanta analisa a natureza do Ser essencial através de seu método: o escutar, do mestre, as palavras de ensinamento, a reflexão sobre o que foi escutado e a contemplação sobre o que foi escutado e refletido.

Eu não estudo Vedanta, mas tenho especial interesse em ouvir, ler, pensar e refletir sobre autoconhecimento. Já tinha visto o Jonas falar em uma série que passa no canal Globosat + chamada Templos da Índia. E me encantei pelo jeito sereno e, ao mesmo tempo, tão comum através do qual, e como o mestre que é, ele fala de um tema que nos faz reconhecer como se um espelho que mostra aquilo que todos somos.… Leia Mais...

13 mar 2015

Poder: verbo, substantivo e risco

Post por VeronicaCobas às 08:13 em Crônicas, Verônica Cobas

Mais da metade dos profissionais dispensados de seus empregos no último ano optaram por desenvolver um negócio próprio. Mais de 50% do PIB no setor de comércio vêm de pequenas e médias empresas. Leio na revista “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”, que na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, uma das instituições penais de alta segurança nos Estados Unidos, desde 2012, presos participam de um programa de treinamento e desenvolvimento de startups dentro da prisão, com apoio de fundos de investimento, para se lançarem em suas próprias aventuras comerciais após cumprirem suas penas.

Não! Essa não é uma crônica que pretenda a análise financeira de nada. E só para pensar sobre o verbo poder e  também sobre o substantivo poder.

Há um imenso desejo de liberdade no negócio próprio, a expressão concreta que rompe com os grilhões de uma relação de poder com o patrão, com o chefe, com a dominação sobre o modelo de gestão, de condução, com os limites tantas vezes intransponíveis do padrão salarial.… Leia Mais...

06 mar 2015

A decisão de se afastar

Post por VeronicaCobas às 07:38 em Crônicas, Verônica Cobas

Um dia você toma a decisão de se afastar. E o faz porque é preciso respirar, fazer fluir e dissipar o ar viciado das relações que tal qual o jardim repleto de espinhos, tem tudo para ser bom, lindo, idílico, assim o é aos olhares de fora, mas que dentro só produz os pequenos sangramentos por onde se esvai o afeto. É preciso largar as cordas no qual  as mãos se mantêm juntas, não mais uma  presa à outra, mas somente à corda, à ideia equivocada de que ali vive a semente que vai florescer aquilo que já não existe mais. Não naquele momento.

Um dia você toma a decisão de se afastar. E o faz porque juntos – é preciso reconhecer – vocês não somam, não dividem, nem compartilham mais a experiência de fazer contas, mas quando o fazem o resultado é deliberadamente  negativo, e não porque assim as atribuições matemáticas decidiram; simplesmente já não se pode mais fugir da escolha racional e radical por sugar o outro, enfraquecendo suas forças e defesas.… Leia Mais...

27 fev 2015

Me sinto cada vez mais um dinossauro

Post por VeronicaCobas às 10:51 em Crônicas, Verônica Cobas

Olho no meu entorno e percebo cenas contraditórias como beijos loucos e discussões acaloradas. Algo assim como o amor e a discordância, ou a incompreensão, em estado de latência eterna. Vocês já repararam como casais brigam ao seu redor? Observem! Ando pelas ruas, nas cidades, nas casas, onde quer que eu caminhe vejo mulheres e homens que estão juntos, em relações dos mais variados perfis, e discutindo.

Casais brigam…ou melhor, se desentendem, se chateiam, discordam, debatem temas, discutem relação e se acertam. Ou não. Assim como todas as pessoas. Mas é sempre difícil entender – pelo menos para mim – porque duas pessoas escolhem ficar juntas e compartilhar uma vida em comum se a indisposição para o acordo, para o prazer, para a concessão inevitável, para o entendimento do desejo do outro parece ser a única escolha.

Casais se entristecem com as escolhas eventuais de um ou de outro, mas me espanta perceber um estado de beligerância iminente a cada escolha, do melhor caminho para ir a qualquer lugar,  ou como atender a um pedido do filho, ou  o que fazer diante de um convite de amigos para um churrasco, ou como lidar com as sogras ou sogros, ou mesmo se um dos dois beijou, ou abraçou ou fez sexo de um jeito atravessado, ou diferente, e que suscita razões infindáveis sobre se ainda há amor e desejo.… Leia Mais...