Sem categoria

31 jan. 2016

Um novo desafio: ser criativa!

Post por Giselle Rôças às 12:43 em Sem categoria

foto giselle

Sou uma bióloga, que se enfronhou pelos estudos de ecologia e, no caminho, descobriu que ensinar ciências era tão legal quanto aprendê-la. Assim, com muitos ajustes de percurso e com o apoio de alguns anjos que foram me apresentando autores da Educação, juntei o útil ao agradável: comecei a trabalhar como formação de professores na área de ensino de ciências, juntando os conhecimentos da biologia e ecologia aos novos aprendizados das ciências humanas e sociais. E, tola, acreditei ter alcançado um certo equilíbrio em minha vida.

Dai veio Valentina. Uma filha sapeca e esperta, de personalidade forte, que me desafia todos os dias a ser uma pessoa melhor. E aquele equilíbrio…… felizmente ele nunca existiu. Descobri que o meu trabalho tinha muitas relações com a caminhada de aprendizado da Valentina, dos meus sobrinhos e de várias crianças. E acredito que as crianças são capazes de compreender tudo o que explicamos à elas, basta fazer uma escolha de palavras e explicações que esteja ao alcance do universo que já construíram.… Leia Mais...

17 dez. 2015

Que o novo ano seja….

Post por VeronicaCobas às 11:20 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Então, chegamos ao final do ano. E essa cronologia numérica que marca o tempo em anos e que tantas vezes parece cruel se transforma em algo curioso e até confortável. Porque sempre precisamos de marcos, de ícones, totens, mandingas, mungangas, algo que nos serva de apoio, de estímulo, , de aconchego e até de desculpa para que nos justifiquemos conosco mesmos e com os demais. Fim de ano é um marco bem especial. Não muda nada, a gente dorme e acorda no outro ano, mas simbolicamente somos envolvidos por uma onda de revival, de retrospecto, de olhar analítico sobre aquilo que fizemos ou que vivemos nos últimos 12 meses.

Ah…tá, o povo que curte e professa a valorização do viver o “na vida  – e eu me incluo dentre estes – lembra sempre que não devemos nos preocupar com o que aconteceu, com o que ficou para trás porque, como a  própria palavra diz, está atrás e não é mais possível trazê-lo para o agora e nem para o amanhã.… Leia Mais...

27 nov. 2015

Amar é fácil. Construir relações é que é dureza!

Post por VeronicaCobas às 13:05 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Pergunto para uma das alunas da central de reforço escolar que coordeno como o irmão dela se saiu na prova final de Matemática. A resposta é direta e imediata: Sei lá, não falo com meu irmão! Fico pensando como as relações entre as pessoas são construídas no tabuleiro das múltiplas peças e que depende de cada movimento a certeza de um mínimo avanço. É claro que não há desamor quando uma irmã diz que não fala com o irmão que mora na mesma casa. Há mesmo desencontro, ou tempos diferentes de maturidade, ou portas fechadas para entender e aceitar o outro do jeito que o outro é hoje.

Penso nos meus filhos e na relação que eles tinham quando adolescentes. Era uma imensa distância, mas uma sensação de latência afetiva. Conversavam muito pouco, brigavam além da conta, se implicavam permanentemente. Parecia um oceano de distanciamento e pouco apego. Diferenças ideológicas, sociológicas, comportamentais e aleatórias.… Leia Mais...

19 out. 2015

A escolha entre amar e recusar amar

Post por VeronicaCobas às 11:41 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Não sei se é um movimento de hoje, se já acontecia antes e eu não conseguia ver, se era mais escondido, se eu estava cega e surda aos sinais que agora me parecem tão claros. Mas, realmente me surpreende e assusta constatar como os casais brigam. E brigam muito, cada vez mais desavergonhados da exposição pública de seu eterno cenário de conflito expresso. Será isso amor? Será para isso que as pessoas buscam desesperadamente parceiros de vida, e correm atrás disso com a sede dos desidratados. Há razão em vivermos com alguém ou conservarmos um compromisso de adesão integral à vida afetiva com alguém se esse alguém me provoca, ou instiga, ou alimenta razões para que tenhamos vontade de brigar, brigar, brigar, brigar.

Outro dia, da varanda da minha casa – e olha que eu moro em uma rua absolutamente tranquila, silenciosa até – acompanhei a trajetória sonora e beligerante de um casal que, cada um com um cachorro na coleira, discutiam como se não houvesse amanhã…e nem vizinhos.… Leia Mais...

10 ago. 2015

Do mundo bizarro não quero fazer parte, não!

Post por VeronicaCobas às 12:37 em Crônicas, Sem categoria, Verônica Cobas

Existe um mundo bizarro que me surpreende e, não tão raro assim, quase sempre me assusta. Sei que o que vejo como bizarro é tantas vezes agradável, corriqueiro, algo assim como parar numa cafeteria para um espresso, para muitas pessoas. Bizarro é adjetivação e, portanto, resultado de julgamento baseado em um olhar sobre a vida, construído nas teias do que a vida foi fazendo de cada um de nós. Ninguém nasceu bizarro, é fato. Nem veio ao mundo já pensando em fazer uma lista daquilo que, lá na frente, acharia exótico. Mas aconteceu e como somos todos partes desse grande universo de pessoas e suas esquisitices, preciso dizer que o mundo bizarro me impacta, às vezes até cria aquele vácuo na alma que me faz pensar que, talvez, esse mundo louco seja o comum e que eu, afinal, é que sou bizarra.

Por que, afinal, as pessoas curtem compartilhar em suas redes sociais atrocidades com animais como se, ao fazê-lo, estivessem tão somente denunciando os maus tratos e não, o que a mim parece, experimentando o mórbido prazer de fazer parte do mundo bizarro com a boa desculpa de que, na verdade, não faz parte?… Leia Mais...